A confusão começa quando a história é encurtada.
É comum encontrar uma linha evolutiva simples em que “PDCA virou PDSA”. Essa narrativa é didática, mas tecnicamente imprecisa. O caminho histórico passa pelo método científico, pelo ciclo de Walter A. Shewhart, pela roda apresentada por W. Edwards Deming no Japão, pela reelaboração japonesa em PDCA e, décadas depois, pela formulação explícita de PDSA como ciclo de aprendizagem e melhoria.
Moen e Norman reconstituem essa trajetória mostrando que Deming não tratava PDCA como seu próprio ciclo. Em seus últimos trabalhos, ele reforçou Study como momento de aprender a partir da comparação entre aquilo que se previu e aquilo que foi observado. Essa nuance é importante porque muda a pergunta gerencial: não basta “conferir se deu certo”; é preciso entender o que os dados ensinam sobre a teoria da mudança.